A Taça do Mundo de Atrelagem, a principal novidade desportiva da Mutua Madrid Horse Week 2026

22 out. 2026

Nesta edição de 2026, patrocinada pela primeira vez pela Mutua Madrileña, a MMHW será palco da Taça do Mundo de Saltos de Obstáculos – Longines FEI Jumping World Cup™ –, do circuito da Taça do Mundo de Dressage – FEI Dressage World Cup™ – e, pela primeira vez desde a edição de 2015, da Taça do Mundo de Atrelagem – FEI Driving World Cup™ –, reunindo assim um programa desportivo único e reforçando o caráter multidisciplinar deste extraordinário evento no panorama equestre internacional.

Madrid, 22 de outubro de 2026. Madrid volta a estar no centro das atenções da equitação internacional com o regresso da Mutua Madrid Horse Week, cuja próxima edição se realiza de 26 a 29 de novembro de 2026, nos pavilhões 4 e 6 da IFEMA Madrid. Após a pausa do ano passado, o maior evento equestre multidisciplinar de Espanha regressa com energia renovada e uma importante novidade no seu programa desportivo.

Realizado pela primeira vez em 2012 e consolidado como um dos eventos equestres mais relevantes do calendário internacional, o certame, que inicia uma nova etapa sob o nome Mutua Madrid Horse Week, passa a contar com uma terceira Taça do Mundo FEI. Às já tradicionais Taça do Mundo de Saltos de Obstáculos – Longines FEI Jumping World Cup™ – e Taça do Mundo de Dressage – FEI Dressage World Cup™ – junta-se este ano a Taça do Mundo de Atrelagem – FEI Driving World Cup™ –, colocando a MMHW na elite dos eventos equestres mundiais, com os melhores cavaleiros, amazonas e condutores de atrelagens do ranking mundial a competir na sua pista principal. As provas de atrelagem encerrarão as sessões noturnas de quinta-feira, das 17h30 às 22h30, e de sexta-feira, das 18h45 às 00h00.

O regresso da atrelagem a Madrid promete transformar esta competição num dos momentos mais aguardados e cheios de adrenalina desta edição. Na pista central do evento estarão alguns dos melhores condutores de atrelagens da atualidade, como o australiano Boyd Exell (sete vezes campeão do mundo), o belga Dries Degrieck e o neerlandês Koos de Ronde, primeiro, segundo e terceiro classificados do ranking FEI, respetivamente. A estes juntam-se a talentosa condutora alemã Anna Sandman (5.ª classificada) e o jovem campeão neerlandês Brad Chardon (11.º classificado). Nesta etapa da FEI Driving World Cup™ competirá também uma das grandes figuras espanholas da modalidade, o cordobês Antonio Pérez de Pedrajas, garantindo um espetáculo vibrante para os aficionados e para as famílias que visitarem a MMHW.

Para o condutor andaluz, uma vez que a atrelagem não tem em Espanha uma tradição tão enraizada como na Europa Central, a realização de uma prova da Taça do Mundo na MMHW 2026 representa uma oportunidade fundamental para promover o interesse e a prática da modalidade a nível nacional.

«Recomendo a toda a gente que venha assistir, porque o espetáculo vale realmente a pena. É tão emocionante como os saltos de obstáculos, pois tanto contam os derrubes como o tempo», explica Pérez de Pedrajas. Na sua opinião, a realização da Taça do Mundo de Atrelagem em Madrid representa não só um motivo de orgulho, mas também uma oportunidade excecional para dar a conhecer esta modalidade em Espanha.

Atrelagem: adrenalina, destreza e tradição

Os visitantes habituais da MMHW e os aficionados da equitação em geral estão perfeitamente familiarizados com os saltos de obstáculos e a dressage, embora talvez conheçam menos a atrelagem, uma das disciplinas equestres mais espetaculares, dinâmicas e historicamente tradicionais do panorama internacional.

Na sua modalidade de referência em pista coberta (indoor), a atrelagem consiste na condução de uma carruagem puxada por quatro cavalos, orientada por um único condutor e assistida pelos seus grooms, ou ajudantes.

Nas provas da MMHW, os condutores terão de enfrentar percursos combinados, nos quais deverão completar, contra o relógio, um trajeto técnico com obstáculos de maratona — zonas fixas e estreitas — e portas delimitadas por cones com pequenas bolas no topo. Cada bola derrubada ou toque nos cones implica uma penalização de tempo, exigindo uma coordenação perfeita entre o condutor e a força do conjunto de quatro cavalos que puxa a carruagem.

Para isso, não basta a mestria do condutor: é também essencial o equilíbrio e o contrapeso constante dos grooms na parte traseira da carruagem, que permitem manter a estabilidade nas curvas mais apertadas e explosivas.

Pérez de Pedrajas esclarece que a atrelagem é um verdadeiro trabalho de equipa:

«A figura do groom é fundamental. Para além de poder orientar o condutor e comunicar com ele, é quem assegura o contrapeso. As curvas são feitas a grande velocidade e a força da inércia pode fazer capotar a carruagem. Os grooms posicionam-se um à frente e outro atrás; concretamente, o que vai à frente é quem orienta o condutor ao longo do percurso, indicando-lhe o caminho a seguir caso perca a orientação», conclui o atleta cordobês.

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